quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

nem sei, nem reli, nem me importo.

Em todas as vezes em que planejei essa viagem, sempre que olhei pra essa nova estrada a seguir, a ultima coisa que me passava pela cabeca era a saudade de casa.
Do cheiro que meu quarto tinha, ou da colonia que minha mae usava antes de ir dormir, ou os miados desesperados dos meus gatos, raspando a porta para sair da lavandeiria de manha cedo.
Sempre achei que ia levar isso numa boa, que era o cara fortao que ia ficar chateado vez ou outra por nao ter essas pequenos agrados aqui na minha casa nova, mas nao imaginava que isso bateria em meu coracao tao forte hoje por exemplo.
A musica que meu pai ouvia toda vez quando a gente entrava no carro, hoje toca no meu radio, a alfazema da minha mae, hoje esta no meu armario.
Mas nao eh o mesmo. Falta alguma coisa, neh. Talvez as maos da minha mae que secam qualquer lagrimas que ousem cair dos meus olhos ou o sorriso e o bom humor do meu velho que me arrancava um sorriso ate nas piores situacoes, mesmo sem nem querer fazer piada.
Sinto a falta do abraco dos meus irmaos e ate dos berros que a empregada dava e sempre me matava de susto.
Tai o fortao, que achava que nunca sentiria falta das pessoas que ama. Hoje me parece claro que ao inves de fortao, ele deveria se auto denominar o burrao por ter desperdicado tanto tempo quando estava perto e hoje chorar porque esta longe.

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